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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Hart of Dixie: 3x06 - Family Tradition



[Contém spoilers]

Já era de se esperar que, após o excelente episódio da semana passada, seria difícil para a série manter o ritmo. Mesmo assim, achei o episódio bem fraco. É triste, mas confesso que estou um pouco decepsionada com o rendimento desta terceira temporada. Sinto falta de plots mais elaborados, daqueles que nos prendem e nos fazem aguardar ansiosamente pelo próximo episódio. Talvez o que a série precise é de um casal protagonista que agrade os fãs e renda boas histórias. Eu sinceramente acho que os roteiristas de Hart of Dixie deveriam considerar trazer o casal Zoe e Wade de volta. Querendo ou não, os dois funcionavam bem juntos e foram responsáveis por melhoras significativas na audiência durante a segunda temporada. Bom, mas como simples espectadores, o que nos resta mesmo é torcer para que tudo dê certo e a série finalmente encontre seu caminho nesta temporada.

A trama central do episódio ficou por conta de Zoe Hart e seus problemas familiares. Esta semana, a doutora resolveu deixar o orgulho de lado e foi atrás dos seus parentes desconhecidos em Bluebell. Uma das coisas que não está me agradando nesta terceira temporada é o fato da Zoe estar protagonizando plots muito sem graça. Ela, como principal da série, sempre foi alvo das histórias mais interessantes e engraçadas. Entretanto, atualmente suas tramas vem sendo apresentadas de forma avulsa e sem muita conexão com a dos outros personagens. Hoje, é como se a série não tivesse mais um protagonista específico, todos possuem o mesmo destaque no episódio e suas histórias são apresentadas de forma individual.

A doutora não foi a única que enfrentou problemas familiares no episódio. Nossa querida AB também sabe bem o que é isso e entrou em desespero quando soube que seus pais iriam visitá-la. No início, achei que o grande problema era o fato de que eles não torciam para o mesmo time de Lavon, mas tudo acabou se resumindo em um golpe para convencer o prefeito a a pedir a mão de sua filha em casamento. Fiquei com pena da AB toda sem graça vendo os pais dela pressionando o Lavon daquele jeito. Mas no final ela acabou percebendo que na verdade era isto que ela queria: compromisso. Achei legal ela ter sido sincera com o Lavon e contado o que ela realmente esperava do relacionamento dos dois. Contudo, fiquei triste em ver que as coisas não estão boas para o casal, ambos são ótimos personagens e realmente espero que continuem juntos.

Como hoje estou inspirada com tantas reclamações, aqui vai mais uma: onde está o Dr. Brick nesta temporada? Ele apareceu somente em um episódio, teve uma excelente cena com a Zoe e nunca mais voltou. Gosto muito do personagem, de verdade. Tamanho destaque concedido à ele na segunda temporada foi mais do que merecido. Sinto falta de vê-lo na clínica trabalhando com a Dra. Hart. Já disse antes e repito, os dois formam uma das melhores duplas da série e possuem uma relação digna de ser explorada.

Enquanto alguns vem abandonando a série, outros finalmente mostraram a que vieram. Palmas para Joel e Lynly que, a princípio não haviam me agradado nem um pouco, mas agora estão começando a me provar o contrário. A grande surpresa ficou mesmo por conta de Joel. Por mais que eu tente lutar contra, tenho que admitir que ele vem se tornando um ótimo personagem. Apesar disso, preciso insistir no fato de que ele e a Zoe não funcionam como um casal. Seria melhor se ele fosse apenas um amigo da doutora. Não consigo aceitar o fato de que a Zoe e o Wade não estão nem perto de ficarem juntos novamente, e infelizmente isso é culpa do Joel.

 

E o último parágrafo já é sagradamente reservado para a nossa querida Lemon e seus plots que nunca decepcionam. Neste episódio, ela se viu em um dilema e precisou decidir entre continuar trabalhando no Rammer Jammer ou seguir seus sonhos de infância e comprar o Fancie's. Confesso que fiquei triste em vê-la abandonando a sociedade com o Wade. Os dois são uma excelente dupla e espero que isso não os impeça de continuarem tendo plots juntos daqui pra frente. A relação de amizade deles é sempre um ponto forte a ser explorado na série, por isso confio nos roteiristas para não separarem a dupla "Lemonade" só porque não trabalham mais juntos. A cena final dos dois foi talvez a melhor do episódio. Amei ver a Lemon falando que Wade é o melhor amigo que ela tem, enquanto ele mostrava que o sentimento é recíproco. Amei, sem mais! Afinal, são eles os responsáveis pela minha alegria a cada episódio e estão se tornando a salvação da série nesta terceira temporada.

A Escolha Perfeita




A comédia musical "A Escolha Perfeita" foi uma explosão de audiência nos Estados Unidos, levando milhares de espectadores aos cinemas. Muito disso se deve ao enorme sucesso da música "Cups", cantada pela protagonista e acompanhada por uma intrigante batida feita por copos. A canção logo se tornou um hit entre os americanos e despertou a curiosidade das pessoas que se interessaram em aprender a fazer o som da música utilizando copos de plástico.

O filme conta a história de Beca (Anna Kendrick), uma jovem que sonha em ser produtora musical em Los Angeles, mas foi obrigada pelo seu pai a entrar na faculdade antes de seguir em busca de sua carreira. Na tentativa de fazer a experiencia valer a pena, ela acaba se juntando a um grupo de garotas que cantam a cappella (cantar sem o auxilio de nenhum instrumento) e que sonham em vencer o campeonato regional de música. Beca então, ajuda o grupo a sair de sua zona de conforto, introduzindo músicas atuais aos repertórios e dando às garotas um novo visual.

Infelizmente, o filme não surpreende, e acaba seguindo a mesma linha dos outros musicais adolescentes. A salvação fica mesmo por conta da atriz Rebel Wilson (excelente no papel de Fat Amy) e, é claro, da introdução da música "Cups", o maior legado que o filme conseguiu deixar.








domingo, 17 de novembro de 2013

A trilha sonora de The O.C.

The O.C. foi uma das séries adolescentes de maior audiência nos Estados Unidos. Em pouco tempo, conquistou milhares de fãs que se apaixonaram pelas histórias dos moradores de Orange County. Um fator importante para tamanho sucesso, foi a sua excelente trilha sonora. A série era famosa pela capacidade que tinha de escolher músicas que se encaixavam perfeitamente nas cenas. A canção tocada na abertura, “California”, da banda Phanton Planet, por exemplo, virou sucesso mundial e é até hoje lembrada por qualquer um que tenha assistido à série. A segunda temporada foi responsável pela introdução de várias bandas, na época desconhecidas, devido à criação do bar fictício da série, o Bait Shop. O local era ponto de encontro dos personagens durante quase todos os episódios da temporada e foi palco de bandas como The Killers e Death Cab For Cutie – até então no início de suas carreiras. Para matar um pouco a saudade, fiz uma lista relembrando os melhores momentos musicais da série. Californiaaa here we come!


  • Something Pretty - Patrick Park

A canção Something Pretty, de Patrick Park, foi tema de uma das minhas cenas preferidas da série. Após muita confusão, Seth e Summer finalmente começam a namorar, entretanto ela não se vê pronta para assumir que está apaixonada pelo nerd. Seth, então, cria coragem e faz uma linda declaração de amor para Summer na frente de toda a escola. 


  • Dice - Finley Quaye

É ano novo em The O.C. e as demonstrações de amor rolam soltas no episódio. Ryan corre para encontrar Marissa antes de meia noite e falar o tão esperado “eu te amo” para a amada. Kirsten e Sandy reencontram a felicidade após brigas no casamento. Anna começa a namorar Seth, enquanto Summer percebe, tarde demais, que também está apaixonada pelo nerd. Tudo isso acontece ao som da música Dice, do britânico Finley Quaye.


  • If You Leave - Nada Surf
















Summer sempre foi a paixão de Seth, quanto a isso não havia dúvidas, mas Anna foi a primeira companheira dele. Esta cena marca um momento importante na vida de Seth, pois agora ele terá que seguir em frente sem a ajuda de sua melhor amiga, que fez com que ele se tornasse uma pessoa bem mais confiante. Nos minutos finais do episódio, Seth resolve correr atrás de Anna no aeroporto e tentar impedir que ela vá embora. A música If You Leave se encaixa perfeitamente no momento e torna a cena ainda mais emocionante.


  • Wonderwall - Ryan Adams (cover)
















O cover da canção Wonderwall feito por Ryan Adams foi tema dos minutos finais do episódio “The Heartbreak”, especial do dia dos namorados. Na cena, Summer e Seth dançam ao som da música, marcando o inicio de seu namoro. Enquanto isso, Marissa e Ryan protagonizam mais uma de suas inúmeras brigas, desta vez, devido às confusões causadas pelo personagem Oliver.


  • Speeding Cars - Imogen Heap
















A tão esperada formatura dos nossos queridos protagonistas marcou o episódio final da terceira temporada. A cena é linda e Taylor faz um emocionante discurso ao som da música Speeding Cars, de Imogen Heap.


  • Champagne Supernova - Oasis
















Esta é talvez uma das cenas mais icônicas da série. Seth e Summer estavam separados desde a primeira temporada, mas nesse dia de chuva – sim, nunca chovia em Orange County – o universo conspirou a favor dos dois e as coisas começaram a mudar. Summer estava prestes a embarcar em um avião para a Itália com Zack (seu namorado na época), enquanto Seth estava em casa deprimido por ter perdido a amada. Tudo parecia estar dando errado, o voo dela é adiado, e ele cai do telhado tentando consertar a antena da TV (usando uma máscara do Homem-Aranha para se proteger da chuva). Finalmente, nos minutos finais do episódio, Summer desiste de viajar e decide correr atrás de seu verdadeiro amor. Quando chega à mansão, já ao som da belíssima “Champagne Supernova”, os dois protagonizam um dos momentos mais marcantes da série ao recriarem o famoso beijo na chuva do Homem-Aranha.


  • Hide and Seek - Imogen Heap
















Uma das cenas mais marcantes da série ocorreu no episódio final da segunda temporada ao som da música Hide and Seek. Ryan descobre o que Tray fez com Marissa e inicia uma briga com o irmão. Muitos socos e sangue derramado acabam resultando no surpreendente final, em que Marissa, sem ação, atira em Tray para proteger o namorado.


  • Hallelujah - Jeff Buckley  


O último episódio da primeira temporada é marcado por um dos momentos mais emocionantes da série, quando Ryan está voltando para Chino.  Ao som de Hallelujah, podemos ver todas as consequências que isso gerou na vida de cada personagem. Marissa voltando a beber, Kirsten chorando enquanto arruma a cama de Ryan, e a linda cena de Seth fugindo de barco. Um final marcante para a melhor temporada da série.


  • Fix You - Coldplay

A música Fix You, da banda Coldplay, foi tema dos minutos finais do episódio 23 da segunda temporada. Na cena, Seth surpreende Summer ao aparecer no baile da escola e os dois voltam a ficar juntos, enquanto isso, Ryan e Marissa finalmente se entendem após brigas no relacionamento. Tudo parecia estar indo bem quando acontece um dos momentos mais chocantes da temporada: a morte inesperada de Caleb Nichol.



  • Life is a Song - Patrick Park
















No último episódio de The O.C. tivemos os minutos finais embalados pela maravilhosa canção de Patrick Park, Life Is a Song. As lágrimas já começam a escorrer nos primeiros segundos da música e é difícil controlar a emoção sabendo que se trata dos minutos finais da série.  A cena mostrou um pouco de como ficou a vida dos nossos queridos personagens no famoso “algum tempo depois...”. O tão esperado casamento de Seth e Summer, Sandy se tornando professor, Julie finalmente virando independente, Kaitlin indo bem na escola e, por fim, um dos momentos mais bonitos da série, em que Ryan encontra um menino na rua e oferece-o ajuda, recriando o momento em que Sandy o leva para casa no primeiro episódio. 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Hart of Dixie: 3x05 - How Do You Like Me Now


wade kinsella, wilson bethel, zoe hart, rachel bilson

[Contém spoilers]

Que episódio excelente! Talvez o melhor desta temporada, recheado de humor e fofuras vindas do povo de Bluebell. Amei, sem mais! Como eu disse na minha última crítica, a série começou meio devagar e demorou para decolar nesta terceira temporada, mas a evolução é clara e os episódios estão se mostrando melhores a cada semana.

Como gostei tanto do episódio, vou começar falando da única coisa que não me agradou: a trama de George e Zoe. Sinceramente, não entendo porque os roteiristas continuam insistindo nessa tecla até hoje, todo mundo sabe que os dois não tem nenhuma química juntos e formam o casal mais sem graça da história do Alabama. Já tentaram juntá-los na primeira temporada, não deu certo, o mesmo aconteceu na segunda, e mais uma vez George foi jogado para escanteio. O fato é que ele e a doutora não funcionam juntos, nem mesmo como amigos, porque até assim os dois conseguem me deixar irritada. Antes o Joel do que o George, se é que isso é possível de acreditar. Ao invés de trazerem a tona essa história chata e repetitiva, deveriam investir mais no relacionamento da Zoe com o Wade, pois esse sim é bem vindo. E como o cowboy sabiamente disse, está bem claro que a doutora ainda é apaixonada por ele. Além do mais, é isso que os fãs querem, não custa nada conceder isso à eles.

Tirando a história desnecessária de Zoe e George, o resto do episódio foi praticamente perfeito. Imaginem a minha alegria quando vi o Meatballs de volta! Todo trabalhado no romantismo. Amei ele se declarando para a Lemon, foi a coisa mais fofa. Ainda tenho esperanças de que os dois fiquem juntos. Seria muito legal se eles superassem o preconceito e provassem que duas pessoas completamente diferentes também podem ser felizes. Além do mais, eu adoraria ver a série quebrando esse esteriótipo do príncipe encantado. Já está mais do que na hora de termos um protagonista que foge completamente dos padrões de beleza impostos pela sociedade, e ninguém melhor do que o Meatballs para fazer isso. Mostraria muita coragem por parte da série.

A trama principal do episódio se resumiu na preocupação da Zoe à respeito de uma pesquisa que dizia que somente 13% das pessoas de Bluebell achavam que Joel fosse o cara certo para ela. A doutora, então, passou o dia todo tentando fazer o povo da cidade gostar de Joel e apoiar eles como um casal. Achei legal terem abordado esse tema, pois assim como as pessoas de Bluebell, a maioria dos fãs da série também não acham que a Zoe deva continuar com o Joel (eu incluída). Portanto, foi como se os roteiristas estivessem tentando nos provar o contrário, nos mostrando durante todo o episódio que Joel é, sim, um cara legal. Por fim, a cidade acabou se simpatizando com ele, e eu diria que eu também. Não estou dizendo que eu amo ele agora, mas não houve nenhum momento neste episódio que eu tenha desejado a sua saída da série.

O episódio foi repleto de cenas cômicas, tudo bem que isso acontece quase sempre, mas esta semana foi mais do que o normal. Não vou citar todas, mas só pra constar, morri de rir vendo o Wade comendo pipoca com as meninas do acampamento enquanto esperava o Joel descer  na tirolesa. Falando nisso, essa ideia do acampamento foi ótima! O que tinha tudo para ser um simples passeio na floresta acabou se tornando o cenário perfeito para diversas situações engraçadas.

Lemon, como sempre, protagonizou ótimas cenas no episódio. Desta vez, a personagem foi alvo de piada entre suas amigas, pois todas acharam que ela estava inventando outro namorado falso. Sendo assim, ela acabou pedindo a ajuda de Lavon que iniciou uma investigação à procura de informações. Aquele detetive da cidade é muito engraçado, já havia comentado sobre ele aqui antes, e desta vez ele até se mostrou muito útil e ajudou Lemon a provar que Peter não era apenas fruo de sua imaginação. Apesar dele ser super lindo e charmoso, apoiei a Lemon em sua decisão de não ir atrás do rapaz. Contudo, fiquei triste pois realmente tinha gostado dele e achei que ele tinha vindo pra ficar.



Me surpreendi muito com o episódio, de verdade. Foi tão bom que nenhum personagem conseguiu me irritar, nem mesmo a Lynly, e olha que isso é quase um milagre. Ok, o George me irritou, mas isso acontece desde o primeiro dia em que ele apareceu na série, então já considero rotina. As tramas vem evoluindo e isso acaba resultado na melhora dos personagens. Todos tiveram destaque neste episódio, com direito a plots engraçados e interessantes.




sábado, 9 de novembro de 2013

[Crítica] A Filha do Meu Melhor Amigo



Quando vi na sinopse que Adam Brody (o Seth de The O.C.) fazia parte do elenco, já considerei como um bom motivo para assistir ao filme. Aguardei ansiosamente por sua estréia aqui no Brasil (como sempre muito atrasada em relação aos Estados Unidos), mas diria que acabei me decepcionando com o produto final. Acho que criei expectativas demais. Talvez pelo fato de o filme ser protagonizado por rostos nem tão conhecidos no mundo dos cinemas, mas incrivelmente populares no universo das séries. Impossível não se empolgar sabendo que Leighton Meester (a eterna Blair de Gossip Girl) e Hugh Laurie (o famoso Dr. House) estariam contracenando juntos no longa.


                           

"A filha do meu melhor amigo" conta a história de duas famílias vizinhas inseparáveis, em que tanto os pais como os filhos possuem fortes relações de amizade. Entretanto, tudo vai por água a baixo quando David Wallin (Hugh Laurie) assume estar tendo um caso com Nina (Leighton Meester), a filha de seu melhor amigo. Pronto, o circo estava armado. Brigas, mudanças e separações recheiam o roteiro do filme a partir daí até o seu desfecho. Contudo, a situação não é bem aproveitada e a história parece se perder no meio do caminho.

As reações dos familiares e as consequências do acontecimento fazendo efeito na vida de todos são ponto alto do filme. Eu diria que os coadjuvantes mereciam mais destaque, uma vez que estes foram deixados de lado e tiveram poucas cenas para serem explorados. Enquanto isso, a trama principal, que aborda o já conhecido tema de relacionamentos em idades diferentes, não é bem desenvolvida e é prejudicada pela química inexistente entre os protagonistas.

Sempre soube que seria apenas um filminho "pipoca", daqueles que não te levam à grandes reflexões, mas confesso que esperava mais. Por fim, tudo acabou se resumindo em um drama familiar mal construído e que não soube sustentar suas tramas apresentadas.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

[Crítica] Os Suspeitos




 Os Suspeitos é um filme dirigido pelo canadense Denis Villeneuve e escrito por Aaron Guzikowski que impressiona a todos com a forma sútil em que consegue fundir mistério e drama familiar em uma mesma história. O suspense foi aplaudido no Festival de Toronto e, devido à tamanho sucesso e qualidade, espera-se presença garantida no Oscar de 2014.

O filme traz a história de Keller Dove (Hugh Jackman), um cidadão de Boston, que vê sua vida virar de cabeça para baixo ao ter sua filha de seis anos sequestrada junto com a amiga da casa ao lado. A falta de informações sobre o caso e o desespero da família fazem com que Dove enfrente a polícia e inicie uma busca incansável por respostas sozinho. É de total compreensão a preocupação de um pai que tem sua filha desaparecida, o que acaba tornando o filme mais verossímil. Entretanto, ao sermos apresentados à história do jovem Loki (Jake Gyllenhaal), o detetive encarregado do caso, e sua dedicação extrema na procura do responsável  pelo crime, torna-se possível também se comover por sua situação.

Um pai desesperado e um detetive que não consegue solucionar o caso. Jackman e Gyllenhaal estão excelentes em seus respectivos papeis, ambos apresentam uma das melhores atuações de suas carreiras. E não para por aí, o filme é recheado de grandes nomes do cinema, incluindo a vencedora do Oscar Melissa Leo, a aclamada Viola Davis, além de Maria Bello, Terrence Stamp e Paul Dano.

Com um objetivo que foge dos padrões, não interessado em sustos ou pistas falsas para enganar o espectador, Os Suspeitos se diferencia dos outros filmes do gênero. Temos uma história que sabe aproveitar o melhor de seus personagens e desenvolve bem suas tramas, resultando em um dos melhores suspenses apresentados ultimamente.




terça-feira, 5 de novembro de 2013

Hart of Dixie: 3x04 - Help Me Make It Through The Night



[Contém spoilers]

 É halloween em Bluebell! Já estava sentindo falta dos eventos festivos da cidade. A primeira temporada foi constituída praticamente por episódios que tinham seu foco em alguma festa maluca de Bluebell, e tenho que admitir que foi esse um dos motivos que me fez gostar tanto da série. É preciso mesmo muita criatividade para criar tantas datas comemorativas criativas e bem humaradas - com direito até a dia de ação de graças com fantasia de pirata - e isso os roteiristas de Hart of Dixie tem de sobra.

 Confesso que, com relação à festa de halloween em si, fiquei um pouco decepcionada. Estava esperando uma comemoração mais elaborada e com mais loucuras tão características do povo de Bluebell. Entretanto, tudo acabou se resumindo apenas em um simples baile de máscaras. Felizmente, não posso dizer o mesmo a respeito das tramas abordadas no episódio. Parece que a série finalmente está voltando aos eixos e nos mostrou uma melhora significante esta semana em relação ao nível das histórias apresentadas, bem mais interessantes e engraçadas do que as do último episódio. Nada melhor do que um especial de halloween para nos trazer plots recheados de doces e travessuras.

 Bom, vou começar falando de Zoe e Joel que ganharam meu respeito no episódio por serem os unicos fantasiados da noite. Já disse que me decepcionei com a comemoração de halloween e esse foi um dos motivos,senti falta de ver aquele povo de Bluebell todo trabalhado nas fantasias criativas. Apesar do mérito pelo figurino, a doutora não apresentou uma das melhores tramas da semana, e acabou sendo coadjuvante na história da amiga AB e do Lavon. Contudo, gostei de ver a sua amizade com a Annabeth ser explorada novamente, as duas formam uma ótima dupla e é sempre bom vê-las juntas.

 Por falar em Annabeth, ou melhor, AB, parece que a personagem finalmente ganhou o destaque que merece. Após ser escalada para fazer parte do elenco fixo da série, ela ainda não havia apresentado plots muito interessantes durante esta terceira temporada. Entretanto, neste episódio ela brilhou. Foi impossível não sentir pena dela toda preocupada com o resultado do seu exame. Até o Joel se juntou para ajudar AB. Confesso que acabei me simpatizando com ele, o que pelo visto é o melhor que eu tenho a fazer, pois algo me diz que ele não irá embora da série tão cedo. Além do mais, gostei de ver ele ficando amiguinho do Wade, isso ainda vai nos render muitos plots divertidos pela frente.

 Wade, por sua vez, passou o episódio todo correndo atrás de mulheres comprometidas e fugindo de seus respectivos namorados. Porém, no final acabou descobrindo, com a ajuda de seu amigo George (o grande perdido da série), que só estava fazendo isso pois a única mulher que ele realmente queria, ele não podia ter. Gosto de ver o Wade reconhecendo o quanto a Zoe é importante para ele, o cowboy até tenta agir como nos seus velhos tempos de solteiro, mas a verdade é que a doutora ainda ocupa um espaço em seu coração, e eu diria que o sentimento é recíproco. Aguardo ansiosamente para o casal ficar junto novamente, mas tenho a impressão de que isso ainda vai demorar para acontecer, uma vez que a relação da Zoe com o Joel está cada vez mais firme.



 E para fechar com chave de ouro, a melhor parte do episódio ficou por conta, é claro, da nossa querida Lemon. Já está ficando difícil arrumar tantos adjetivos para elogiar a personagem, mas o fato é que ela não para de me surpreender! Ela vem protagonizando sempre as melhores tramas nos episódios desta temporada, e nesta noite de halloween não foi diferente. Lemon foi para o baile de máscaras com o único objetivo de recuperar sua boa imagem na cidade, mas acabou tirando a sorte grande! Enquando estava ocupada tentando fugir do par que sua vovó maluca arranjou para ela, ficou conhecendo o charmoso Peter, um jornalista que estava de passagem em Bluebell. Amei ele, amei os dois juntos e amei o fato da Lemon ter finalmente encontrado um cara decente para ser seu par na série. Após ser abandonada no altar pelo George na primeira temporada, ela nunca mais teve sorte no amor. Por isso, espero sinceramente que ele não vá embora e fique na cidade por mais tempo, a Lemon merece, e muito ser feliz ao lado de sua cara metade.






quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Hart of Dixie: 3x03 - Take This Job and Shove It



[Contém spoilers]

Como eu disse no meu último post sobre Hart of Dixie, os roteiristas raramente nos decepcionam em relação à forma com que seguem suas histórias. Sendo assim, sempre aguardo ansiosamente por novos episódios pois sei que iram me render boas risadas, e isso da maneira mais leve possível. Entretanto, a série ainda não apresentou bons índices de audiência nessa terceira temporada. Não que eles estejam péssimos, mas são o suficiente para nos deixar apreensivos em relação a um possível cancelamento. Bom, mas agora já chega de enrolação e vamos ao que interessa.

O episódio desta semana teve seu foco principal nas inúmeras tentativas da doutora de voltar a exercer seu papel de médica em Bluebell. É claro que o nosso querido Dr. Brick Breeland não gostou nada dessa ideia e tentou fazer de tudo para impedir Zoe de voltar a trabalhar com ele na clínica. Confesso que achei o plot meio chato, mas entendo que era necessário para mostrar a readaptação da Dra. Hart na cidade, e até me fez dar algumas risadas vendo aquele detetive que o Brick contratou seguindo a Zoe para todo lado. Depois de muita confusão, os dois acabaram chegando em um acordo e protagonizaram a melhor cena do episódio quando declararam o quanto um é importante para o outro. Sempre gostei dessa relação dos dois e fiquei feliz em vê-la sendo explorada novamente. Foi legal ver a Zoe reconhecendo que o Brick é como um pai para ela, enquanto ele deixava o orgulho de lado e confessava ter sentido falta dela durante o tempo em que ela esteve fora.

Paralelamente a isto, tivemos também a trama de Lavon e toda a sua rixa com o prefeito de Fillmore. No começo era até engraçado ver o personagem competido com o seu companheiro de cargo da cidade vizinha, mas essa história está se repetindo por episódios demais. Já está na hora de darem plots mais interessantes para Lavon, uma vez que este tinha excelentes cenas com a Zoe e com o Wade nas últimas temporadas. Sinto falta deste trio vivendo sob o mesmo teto, era uma relação de amizade um tanto quanto inusitada - o prefeito, a médica e o cara do bar - mas que funcionava perfeitamente bem. Os três sempre rendiam ótimas cenas juntos e até mesmo quando Zoe e Wade estavam namorando, nunca deixaram Lavon de lado. Por isso, torço cada vez mais para que a Lynly se mude de uma vez por todas daquela casa para que a doutora possa morar com Wade e Lavon novamente.

Falando em Wade, este andou meio perdido neste episódio, sem uma história muito elaborada. Apesar disso, gostei de ver ele e a Zoe evoluindo a relação e agindo como bons amigos, com direito a um ajudando o outro em seus planos malucos, mesmo todo mundo sabendo que o sentimento ali é outro. E em meio de sua história avulsa, ele ainda conseguiu nos mostrar que continua o Wade que a gente gosta e deu um soco no namorado da Zoe, outro que anda mais perdido que cego em tiroteio, e não apenas neste episódio.

Por último e, sim, menos importante, esteve George e sua história com Lynly, a qual prefiro nem comentar. Não gostei dessa prima do Lavon desde o início e, assim como o namorado da Zoe, acho que já deu o que tinha que dar. Por mim os dois podiam fugir juntos para Nova York e viverem felizes para sempre bem longe de Bluebell. Como eu já disse antes, o único jeito de George ter alguma graça na série é com a Tansy ao seu lado, e como sabemos que isso não vai ser possível durante esta temporada, já podemos nos preparar para plots bem chatos envolvendo o personagem nos próximos episódios.



Enquanto alguns andam me decepcionando, outros não param de me surpreender. Neste episódio, Lemon pisou na cara da sociedade e provou ainda mais que é, sim, a personagem que mais cresceu desde o início da série. Fazer parte das Bells sempre foi uma questão de honra para Lemon (e para qualquer mulher em Bluebell), mas ela, após ser humilhada na frente de toda a cidade por suas próprias "amigas", sendo obrigada a limpar chão e tudo mais, ainda conseguiu mostrar para todo mundo que é melhor do que isso e pulou fora desse grupo ridículo. Uma atitude simples, mas que demonstra coragem e o mais importante, que ela não depende mais desse tipo de futilidade para ser feliz. Um brinde à nova Lemon e palmas para a personagem, ela merece!

P.S.: Foi só eu ou alguém mais sentiu falta do Meatballs? Meu novo personagem preferido.
- "My name is Meatballs, no last name required, like Cher and Jesus", melhor frase da temporada até então. Quero ver alguém superar essa!





sábado, 26 de outubro de 2013

Nova temporada de Hart of Dixie

  Enquanto isso em Bluebell, Alabama... A nossa médica preferida, Dra. Zoe Hart, finalmente retorna às telinhas após uma longa fall season.



[Contém spoilers]

  Depois de uma excelente segunda temporada e a notícia de que a série seria renovada, nos restou apenas a dúvida de que a terceira temporada iria conseguir ou não recuperar o ritmo de sua anterior. Tendo como base os dois primeiros episódios exibidos até então, eu diria que a série já me surpreendeu! É impressionante  a capacidade que os roteiristas tem de, independente da trama abordada, continuarem guiando a história com muita leveza e humor.

  A terceira temporada se passa cinco meses após o termino da segunda, ou seja, muita coisa mudou na vida dos nossos queridos moradores de Bluebell e, é claro, da Dra. Zoe Hart, que durante todo esse tempo resolveu tirar férias permanentes de Alabama e voltou para sua antiga vida em Nova York. Obviamente isso não iria durar muito tempo, então, logo no primeiro episódio já podemos vê-la de volta em seu verdadeiro lar.

  Muitas novidades marcaram o início dessa temporada. A começar pelas mudanças no elenco, que agora conta com a presença da personagem Lynly, a prima de Lavon, e Joel, o namorado novo da Zoe que eu sinceramente acredito que não irá durar mais de dez episódios na série. As personagens Shelby e Tansy aparentemente estarão fora da terceira temporada, acho uma pena pois realmente estava gostando do relacionamento do Dr. Breeland com a Shelby, ela podia ser meio maluca as vezes e sem dúvidas bem mais nova do que ele, mas ela conseguiu fazer com que Brick se tornasse uma pessoa muito melhor. Digo o mesmo para a Tansy, que deveria ganhar um prêmio por ter sido a única capaz de transformar George Tucker em um personagem legal e até engraçado em alguns momentos.

  Um ponto forte dessa nova temporada foi também o tamanho destaque concedido à personagem de Jamie King, Lemon Breeland. Esta foi definitivamente a personagem que mais evoluiu e cresceu desde a primeira temporada e hoje é uma da minhas preferidas da série. Ela passou de uma pessoa neurótica e superficial para uma dona de bar que dorme com o Meatballs (amei!) e ao mesmo tempo finge namorar o Wade para deixar a doutora com ciúmes. Apesar de eu amar a Zoe e o Wade juntos, tenho que admitir que o casal "Lemonade" (melhor nome de casal ever) superou minhas expectativas, já virei fã, e realmente espero que a história deles renda mais do que apenas um namoro falso.



  Bom, agora o que nos resta é esperar para ver como a série irá seguir com as histórias introduzidas nesses primeiros episódios. E, como estamos falando de Hart of Dixie, acredito que ainda seremos surpreendidos com muitas novidades e loucuras envolvendo os moradores de Bluebell.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Harry Potter retorna aos cinemas


 Harry Potter, um dos maiores sucessos dos últimos tempos, conquistou uma legião de fãs por todo o mundo desde a publicação do seu primeiro livro. Fãs que cresceram junto com a história e acompanharam a trajetória do menino bruxo até o seu fim -dia 15 de julho de 2011, para ser mais específica- quando foi exibido o último filme da franquia. E foram estes mesmos fãs que receberam de braços abertos a notícia de que a autora J.K Rowling irá escrever uma nova série ligada ao universo de Harry Potter para os cinemas. 


 O filme será baseado no já existente livro da autora "Animais Fantásticos e onde habitam", que conta a história de Newt Scamander, um ex funcionário do Ministério da Magia que resolve rodar o mundo em busca de conhecimento sobre criaturas mágicas. O spin-off de Harry Potter se passará 70 anos antes da história do jovem feiticeiro e o roteiro para os cinemas será produzido pela própria J.K Rowling. "Depois de viver durante tanto tempo no meu próprio universo ficcional, me sinto muito protetora dele", contou a autora.

 "Animais Fantásticos e onde habitam" não será uma continuação à série de Harry, mas sim uma história que se passará no mesmo universo mágico tão bem explorado pela autora em seus livros.  Esta se mostrou estar tão entusiasmada quanto nós, fãs da série, à respeito da novidade, "Eu sempre disse que só revistaria o mundo dos bruxos se eu tivesse uma ideia sobre a qual estivesse muito animada, e é essa".